Os ensebados livros da coleção O que é ficam logo acima das bonecas da Laura. Fáceis e a caminho do banheiro peguei outro dia O que é Poesia Marginal, do Glauco Matoso. Em uns poucos parágrafos ele encaixa a geração mimeógrafo, os concretos e a crítica. Uma belezura de texto. Ao lado, o incomunicável O que é Semiótica, da Lúcia Santaella, que já li e reli vezes sem conta. Tenho vergonha de não entender. Na Fafich o professor da disciplina era legal, a gente ouvia música na aula e fazia trabalhos sobre capas de disco. Mas ensinar que é bom, necas. Hoje desconfio de professores legais.
Glauco me faz sentir inteligente:
Podemos dizer que antes de ser uma recusa, esta postura significa simplesmente um desconhecimento dos modelos literários, por falta de informação mesmo. Nesse ponto a poesia da geração-mimeógrafo se dintingue realmente da poesia de vanguarda (embora ambas sejam marginais quanto aos modelos literários): a vanguarda é essencialmente informada, isto é, pesquisa novos procedimentos poéticos porque conhece todos os velhos.
Lúcia me faz sentir burro:
Antes de penetrarmos no devir incessante do pensamento como representação interpretativa do mundo, que fique claro que nossas reações à realidade, interações vivas e físicas com a materialidades das coisas e do outro, já se constituem em respostas sígnicas ao mundo, marcas materiais perceptíveis em maior ou menor grau que nosso existir histórico e social, circunstancial e singular vai deixando como pegadas, rastros de nossa existência.

Hahaha… adorei!
Eu tinha esse da Santaella todo grifado e rabiscado nas margens…. achava que entendia… hahaha