Escrevo sobre os livros que estão ao alcance da mão e me fazem companhia. Alguns há décadas, outros apenas de passeio pelas prateleiras. Os posts costumam nascer desses encontros literários domésticos: capa e contracapa convivem o historiador marxista e o poeta que morreu de cirrose, os capitães dos mares, das areias e dos jardins de infância, computadores suicidas e homicidas.
Como os místicos borgianos, também acredito que a biblioteca esconde uma ordem: pessoal ou divina, babélica ou carmática. Muito da minha vida está na biblioteca aqui de casa e a tentativa de decifrar sua ordem, neste blog, é tanto uma busca solitária por sentido e como também a narração de uma história compartilhada por todos que gostam de literatura.
Tenho dificuldade para me livrar dos livros, eles me acompanham sempre. Mudei para um apartamento menor e a (des)organização da estante virou uma questão importante em minha vida. Daí saiu o blog. Moro em Belo Horizonte. Tenho 38 anos e me chamo Guilherme.
Oi Guilherme, andei por aqui para partilhar da sua “busca solitária” e dizer que ela também é a minha. Busca por ir pescando sentidos pelas páginas que vamos percorrendo (ou sendo percorridos, sei lá eu). Adorei seu blog.
Eu, que cheguei aqui por indicação do blog da Adrianne (www.driogeda.blogspot.com), também adorei. Tenho o mesmo problema, mudei de um apê enorme pra um bem pequeno, onde não cabem direito a gente (André, eu, meninos) e os livros… que a gente acumula, acumula… também acho que eles convivem numa ordem que existe, mesmo que a gente não tenha querido. Abs, e boa sorte!