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Arquivo da categoria ‘Chacal’

Poema grudento

Estou procurando um poema engraçadinho que termina mais ou menos assim: “Ah, meu amor, me chame de Rimbaud”. Há dias na cabeça, igual música grudenta. Eu tinha certeza que era do Marcelo Dolabela. Mas não achei no Radicais e nem no Amônia, os dois sensacionais. O único problema do Dolabela é ser inteligente em excesso, exigindo [...]

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A poesia marginal detesta ser chamada de poesia marginal e, bem umas décadas depois da Navilouca e coisa e tal, eu também, que já quis ser poeta marginal, ia empelotar em ser enquadrado em movimento de época, tipo novela das seis. É chique ser concreta, é engraçado ser moderna e se você é neo-parnasiano, tudo bem, [...]

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Os dois ficam naquela prateleira dos livros que eu faço de conta que estão ali por acaso, mas na verdade quero que as outras pessoas vejam. Os dois detonados, lavoura tem até durex, o outro já veio velho, comprei num sebo, era muito difícil achar o Chacal até outro dia. E eu gosto bastante dele, [...]

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