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	<title>Na estante</title>
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	<description>Encontros literários domésticos</description>
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		<title>Na estante</title>
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		<title>Velocidade</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 03:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Roberto Bolano]]></category>
		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<category><![CDATA[noturno chileno]]></category>
		<category><![CDATA[seis passeios pelos bosques da ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Valdirene voltou a  entrar na minha vida literária, desta vez desaparecendo com  um livro emprestado. Na bagunçada manhã de segunda ele estava aqui. Ao entardecer, a casa arrumada, Noturno Chileno iniciava seu longo período no  exílio. Por dias fui assaltado por angústia, culpa e suspeita. Valdirene, que gostava de românticos brasileiros e policiais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=342&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://naestante.wordpress.com/2008/08/09/a-valdirene-sabotou-meu-blog/" target="_self">Valdirene</a> voltou a  entrar na minha vida literária, desta vez desaparecendo com  um livro emprestado. Na bagunçada manhã de segunda ele estava aqui. Ao entardecer, a casa arrumada, Noturno Chileno iniciava seu longo período no  exílio. Por dias fui assaltado por angústia, culpa e suspeita. Valdirene, que gostava de românticos brasileiros e policiais noir, estaria agora desenvolvendo uma  insuspeitada queda por literatura latinoamericana contemporânea?<br />
Bem, acabou  sendo uma faxina  de poder. Enquanto procurava o fugitivo acabei desencavando outro livro. Um Umberto Eco que não é chato. Reli Seis Passeios  pelos Bosques da Ficção e me surpreendi ao encontrar um texto claro e  divertido. São seis conferências sobre  literatura. Há vários esquemas e esquemas dentro de esquemas, essa compulsão dos semióticos, mas ainda assim é bom. Pois  bem, enquanto lia Eco o Bolano ressurgiu das brumas empoeiradas da mais distante prateleira. Aliviado, inicio a leitura, já preocupado com o longo atraso. Ou seja, quero  ler rápido, e rápido vou lendo até essa compreensão primordial da natureza da obra: ela  começa num parágrafo e não para. Só uma linha  depois da outra. Do início ao fim. Com frases como essa:</p>
<blockquote><p>Depois Farewell pagou o jantar, e o acompanhei até a porta da sua casa, onde eu não quis entrar, porque tudo era naufrágio, depois me vi caminhando sozinho pelas ruas de Santiago, pensando em Alexandre III, em Urbano IV, em Bonifácio VIII, enquanto uma brisa fresca acariciava meu rosto procurando me acordar completamente, embora acordar completamente fosse impossível, pois no fundo do cérebro eu ouvia as vozes dos papas, como os piados distantes de um bando de pássaros, sinal inequívoco de que uma parte da minha consciência ainda sonhava ou voluntariamente não queria sair do labirinto dos sonhos, esse campo de marte onde se esconde o jovem envelhecido e onde se escondem os poetas mortos que então viviam e, da iminência certa do seu esquecimento, erguiam no interior da minha abóbada cranial a miserável cripta dos seus nomes, das suas silhuetas recortadas em cartolina preta, das suas obras demolidas, o que não era o caso do jovem envelhecido, na época apenas um menino do Sul, da fronteira chuvosa e do rio mais caudaloso da pátria, o Bío-Bío temível, o qual, porém, agora às vezes, confundo com a horda dos poetas chilenos e das suas obras, que o tempo impassível demolia então, quando eu me afastava da casa de Farewell pela noite de Santiago, e demole enquanto levanto meu corpo, apoiado num cotovelo, e demolirá quando eu já não estiver aqui, isto é, quando eu já não existir ou só existir minha reputação, minha reputação que se assemmelha a um crepúsculo, assim como a reputação de outros parece uma baleia, um morro pelado, um barco, um rastro de fumaça ou uma cidade labirníntica, minha reputação, que parece um crepúsculo, contemplará com as pálpebras apenas entreabertas o ligeiro espasmo do tempo e as demolições, o tempo que se move pelos campos de Marte como uma brisa conjectural e em cujo redemoinho se afogam como figuras de Delville os escritores cujos livros resenhei, os escritores de quem recebi críticas, os agonizantes do Chile e da América cujas vozes pronunciaram meu nome, padre Ibacache, padre Ibacache, pense em nós enquanto o senhor se afasta em passos dançarinhos da casa de Farewell, pense em nós enquanto suas passadas internam o senhor na noite inexorável de Santiago, padre Ibacache, padre Ibacache, pense em nossas ambições e em nossos anseios, em nossa surda condição de homens e cidadãos, de compatriotas e escritores, enquanto o senhor penetra nas dobras fantasmagóricas do tempo, esse tempo que só podemos perceber em três dimensões mas na realiade tem quatro ou talvez cinco, como a barbacã da sombra de Sordello, que Sordello?, que nem o próprio sol pode destruir.</p></blockquote>
<p>É, longas, longas sentenças. E nada de capítulos. Quem consegue ler correndo? Essa impossibilidade me fez ter um respeito todo especial pelo livro. Um respeito que imediatamente transbordou para a literatura, me lembrando como é bom ler, reconfortante sensação que venho tendo desde que fui recentemente apresentado à obra de Bolano. Mas enfim, e não é que um capítulo do Eco é exatamente sobre as estratégias de autores para pontuar a velocidade de seus leitores e evitar a correria? Tipo Valdirene, em sua sabedoria insondável e organização desacerebrada, sumiu com Noturno Chileno para que eu lesse antes Os seis passeios pelos bosques da ficção e encontrasse uma trilha limpa em um livro de muitos caminhos.</p>
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		<title>Blade Runner Waltz</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 05:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Philip K. Dick]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Blade Runner]]></category>
		<category><![CDATA[O homem do castelo alto]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase todo dia, tipo umas duas ou três da tarde, eu me lembro de Blade Runner. Estou lá no meu quadrado e do meu lado começa a tocar uma das músicas da trilha da sonora.

É o prefixo de um momento &#8220;eu vivi&#8221;, na Itatiaia, nossa estação de rádio de referência, aquela que a estagiária é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=324&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quase todo dia, tipo umas duas ou três da tarde, eu me lembro de Blade Runner. Estou lá no meu quadrado e do meu lado começa a tocar uma das músicas da trilha da sonora.</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://naestante.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://naestante.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.fileden.com%2Ffiles%2F2008%2F11%2F21%2F2195603%2FMemories%2520Of%2520Green.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>É o prefixo de um momento &#8220;eu vivi&#8221;, na Itatiaia, nossa estação de rádio de referência, aquela que a estagiária é remunerada para acompanhar. Com o clima criado, escuto (escutamos) testemunhos como &#8220;me casei com uma alcoólatra&#8221; ou &#8220;perdi o ânus mas venci o câncer&#8221;. Faz uma data que não revejo o filme, cult, meio datado, mas ainda um clássico. Não li o livro, mas duvido que Philip K. Dick tenha vestido suas andróides com aqueles paletós de enormes ombros retos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-340" title="Rachael1 copy" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/05/rachael1-copy.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Rachael1 copy" width="500" height="332" /></p>
<p>Li outro dia O Homem do Castelo Alto, que não virou filme. É cult, meio datado, mas ainda um clássico. E se a Alemanha e o Japão tivessem vencido a guerra? Gostei muito desses Estados Unidos em que os americanos vendem artesanato e tomam chá, enquanto consultam o I Ching.</p>
<p>Philip escreveu muito, e muito rápido, e eventualmente muito chapado. Sua obra é instigante, em ideias, tanto que volta e meia vira filme (além de Blade Runner, tem Minority Report e O Vingador do Futuro), mas pobre em linguagem. Um karma da ficção científica. O Homem do Castelo Alto é cheio de buracos e clichês, mas divertido de ler.</p>
<p>Juliana quer ver novela:</p>
<blockquote><p>Viu que o novo <em>Life </em>trazia um artigo enorme intitulado: <em>Televisão na Europa: um olhar sobre o amanhã. </em>Virando as páginas, interessada, viu a foto de uma família alemã assistindo a televisão na sala de estar. Já havia, dizia o artigo, quatro horas de transmissão por dia em Berlim. Algum dia teriam estações de televisão em todas as maiores cidades da Europa. E, até 1970, construiriam uma em Nova York. O artigo mostrava engenheiros eletrônicos do <em>Reich </em>em  Nova York, ajudando o pessoal local a resolver seus problemas. Era fácil ver quais eram os alemães. Tinham aquele aspecto saudável, limpo, enérgico, seguro. Os americanos, por sua vez, pareciam gente. Podiam ser qualquer um. Via-se um dos técnicos alemães apontando alguma coisa e os americanos tentando ver o quê. Acho que eles enxergam melhor que nós, pensou ela. Há vinte anos que comem melhor. Garantem que eles vêem coisas que ninguém vê. Vitamina A, talvez? Gostaria de saber como é ficar sentada na sala de estar de casa e ver o mundo inteiro num pequeno tubo de vidro cinzento. Se aqueles nazistas podem ir e vir de Marte, porque não põem a televisão para funcionar logo?</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/324/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=324&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ginsberg e a pior poesia da humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Allen Ginsberg]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[kaddish]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha vó louca dormia no quarto ao lado. O Parkinson fritou o cérebro dela e, além da demência, tinha alucinações terríveis, não sei se devido a doença ou aos remédios. Ela me chamava de Ricardo, nome do seu filho caçula, e ralhava comigo, muito brava, sabe-se lá o motivo. Eu achava carinhoso.
A casa acabou se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=305&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Minha vó louca dormia no quarto ao lado. O Parkinson fritou o cérebro dela e, além da demência, tinha alucinações terríveis, não sei se devido a doença ou aos remédios. Ela me chamava de Ricardo, nome do seu filho caçula, e ralhava comigo, muito brava, sabe-se lá o motivo. Eu achava carinhoso.</p>
<p>A casa acabou se adaptando, mas foi difícil para a minha mãe. Eu e minhas irmãs nos relacionávamos de diferentes modos com a sua demencia, mas sempre com nossos pais no meio de campo. A falta dessa mediação deve ser aterradora para uma criança e é essa, acredito, a beleza de kaddish.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_319" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-319  " title="schiele_death2" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/05/schiele_death2.jpeg?w=300&#038;h=256" alt="Schiele teve um pai doido" width="300" height="256" /><p class="wp-caption-text">Schiele teve um pai doido</p></div>
<p>Aos 12, pobre, num subúrbio de Nova Jersey, Ginsberg segurou sozinho a onda de uma sequência de surtos da mãe. Transformou tudo em poesia, há exatos 50 anos. Já tinha lido várias vezes, mas sempre considerei “aquele outro poema do livro do Uivo”. Mas ontem reli e foi um desses momentos de iluminação.</p>
<p> </p>
<p>Há ritmo, e ele é rápido, muita sonoridade e, é claro, eventualmente, aquele jorro doidão de imagens. A pior poesia da humanidade produzida nesses últimos 50 anos foi inspirada nesse conceito, um karma que Ginsberg vai carregar pela eternidade. Mas aqui vida e poesia andam juntas e a expressão individual não é maçante, desconexa, aflita ou dependente de empatia com o leitor. Pelo contrário. Sem a obssessão em fazer teses dos versos, kaddish é uma experiência libertadora e tocante.</p>
<p> </p>
<blockquote><address><span style="font-family:Consolas;line-height:18px;white-space:pre;"><span style="font-family:Georgia;line-height:19px;white-space:normal;"><span style="font-style:normal;">III</span></span></span><span style="font-style:normal;"><br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">Só por não esquecer o começo quando ela bebeu refrigerantes baratos nos necrotérios de Newark,</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">Só por tê-la visto chorar nas mesas cinzentas dos longos pavilhões do seu universo</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">Só por ter conhecido suas idéias malucas de Hitler na porta, os fios na sua cabeça, as três grandes varas<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">marretadas nas suas costas, as vozes do forro berrando por causa das suas feias trepadas cedo por 30 anos,<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">só por ter visto os saltos no tempo, a memória apagar-se, o troar das guerras, o rugido e o silêncio de um imenso choque elétrico,<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">só por tê-la visto pintar grosseiros quadros de trens correndo por cima dos telhados do Bronx<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">seus irmãos mortos em Riverside ou Rússia, sua solidão em Long Island escrevendo uma carta perdida &#8211; e sua imagem na luz do sol na janela<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">&#8220;A chave está na luz do sol na janela nas grades a chave está na luz do sol&#8221;,<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">só por ter chegado até aquela noite escura do ataque numa cama de ferro enquanto  o sol se punha em Long Island<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">e lá fora o vasto Atlântico rugia o grande clamor do Ser para si mesmo para retornar ao Pesadelo &#8211; criação dividida &#8211; com sua cabeça pousada num travesseiro de hospital para morrer &#8211; num último relance &#8211; toda a terra uma Luz perene na familiar escuridão &#8211; nada de lágrimas por causa dessa visão &#8211; Mas a chave devia ser deixada para trás &#8211; na janela &#8211; a chave na luz do sol &#8211; para os vivos &#8211; que podem receber</span><span style="font-style:normal;"> </span></address>
</blockquote>
<p>* enquanto escrevia esse post vi Allan Ginsberg em dois divertidos clipes, <a href="http://farolblog.wordpress.com/2009/04/20/arqueologia-5/" target="_blank">aqui</a>, no blogue irmão.</p>
<p>** a tradução de Kaddish é de Cláudio Willer, que mantém o perene e bacana <a href="http://www.jornaldepoesia.jor.br/agportal.htm" target="_blank">Agulha</a>.</p>
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		<title>Whitman X Lovecraft</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 18:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[H.P. Lovecraft]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[lovecraft]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajo das cidades dos leais amigos e das mães de corpos mais belos às cidades malditas, habitadas por mudas criaturas verdes, de lábios moles caídos e curiosas orelhas. É o trajeto dos vizinhos de estante Walt Whitman e H.P. Lovecraft.
O primeiro é um dos poetas mais bacanas. O segundo eu reli esta semana depois de conhecer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=291&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Viajo das cidades dos leais amigos e das mães de corpos mais belos às cidades malditas, habitadas por mudas criaturas verdes, de lábios moles caídos e curiosas orelhas. É o trajeto dos vizinhos de estante Walt Whitman e H.P. Lovecraft.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-300" title="ny" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/04/ny1.jpg?w=500&#038;h=323" alt="Habitantes de Ib visitam a Nova York de Walt Whitman" width="500" height="323" /><p class="wp-caption-text">Habitantes de Ib visitam a Nova York de Walt Whitman</p></div>
<p>O primeiro é um dos poetas mais bacanas. O segundo eu reli esta semana depois de conhecer um site que discutia seus contos seriamente. Seriamente no sentido de ensinar rituais para invocar o <a href="http://www.mortesubita.org/demonologia/estudos/estudos-demonologia/cthulhu-fhtang/" target="_blank">Grande Cthulhu</a>. Lovecraft escrevia histórias de terror, boas e básicas histórias de terror, publicadas em revistas pulp fiction do início do século passado. Assim como seus colegas da ficção científica, expressava mais as angústias do presente do que visões do futuro ou do passado remoto. Em <em>A Maldição de Sarnath</em>, as cidades são impessoais, sujas e perigosas. Mesmo situadas &#8220;há dez mil anos, nas margens de um vasto lago de águas paradas na terra de Mnar&#8221; ou &#8220;no deserto da Arábia, com suas paredes baixas quase cobertas pela areia de incontáveis eras&#8221; elas evocam sensações muito conhecidas de um morador de Nova York, como medo e repulsa. Os dois moraram na Grande Maçã, com algumas décadas de diferença, mas as cidades do superpoetabarbudo são outras. Walt Whitman é muito querido pelos americanos e por vários dos meus poetas preferidos. É uma outra onda. Suas cidades são sereias &#8211; aprazíveis lugares de descanso tentando os destinados a viver on the road &#8211; ou espaços idealizados ocupados por homens e mulheres livres.</p>
<p>Visite a grande cidade, de Walt Whitman:</p>
<blockquote><address><span style="font-family:Consolas;line-height:18px;white-space:pre;"><span style="font-family:Georgia;line-height:19px;white-space:normal;"><span style="font-style:normal;">O</span></span><span style="font-family:Georgia;line-height:19px;white-space:normal;"><em><span style="font-style:normal;">nde se vê a cidade com a mais encorpada geração</span></em></span></span></address>
<address><span style="font-family:Consolas;line-height:18px;white-space:pre;"><span style="font-family:Georgia;line-height:19px;white-space:normal;"><em><span style="font-style:normal;">de oradores e bardos,</span></em></span></span><span style="font-style:normal;"><br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">onde se vê a cidade que é por eles amada</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">e por seu lado os compreende e ama,<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">onde com leis só vagamente se preocupam</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">os homens e as mulheres&#8230;<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">&#8230; onde fica a cidade dos mais leais amigos,<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">onde fica a cidade dos mais sadios pais,</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">onde fica a cidade das mães de corpos mais belos:<br />
</span></address>
<address><span style="font-style:normal;">é aí que cresce a grande cidade.</span></address>
</blockquote>
<p>Visite Ib, de H.P. Lovecraft</p>
<blockquote><p>Conta-se que em tempos imemorais, quando o mundo era jovem, antes mesmo de os homens de Sarnath chegarem à terra de Mnar, havia outra cidade às margens do lago, a cidade de pedra cinzenta de Ib, tão antiga quanto o próprio lago, a cidade habitada por criaturas de aspecto desagradável. Eram estranhas e feias, como aliás a maioria das criaturas de um mundo ainda incipiente e toscamente organizado.</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=291&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ny</media:title>
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		<title>Os livros combinam com a mobília</title>
		<link>http://naestante.wordpress.com/2009/03/18/os-livros-combinam-com-a-mobilia/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 03:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nietzche]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[assim falou zaratrusta]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[os pensadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho uma prateleira com livros nunca lidos e dispostos estrategicamente para infundir nos visitantes a admiração pelo meu sofisticado intelecto. É verdade e sinto vergonha, mas não muita. Sempre gostei da coleção Os Pensadores. Na faculdade era essencial, com os textos originais dos nossos filósofos, economistas e sociólogos de referência. Tinha esse sonho de um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=275&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tenho uma prateleira com livros nunca lidos e dispostos estrategicamente para infundir nos visitantes a admiração pelo meu sofisticado intelecto. É verdade e sinto vergonha, mas não muita. Sempre gostei da coleção Os Pensadores. Na faculdade era essencial, com os textos originais dos nossos filósofos, economistas e sociólogos de referência. Tinha esse sonho de um dia ter todos, realizado com o relançamento, há uns três ou quatro anos. Mas lá pelo décimo primeiro volume a ficha caiu.  Numa casa sem universitários, para que prestariam a Sexta Investigação Lógica, de Husserl, ou o Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano, de Berkeley? Ficou claro que a função de várias obras era fazer bonito na prateleira e o objetivo da coleção não outro senão combinar com a mobília, vendendo horrores há décadas por este exato motivo. Resolvi que os editores mereciam os parabéns e, de fato, o conjunto ficou muito bem instalado em uma estante logo acima dos livros de cabeceira. Pena que nem todo mundo que vem aqui vê, mas considero razoável o custo benefício. O dinheiro poderia ter sido investido em um George Foreman Grill&#8230;</p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption alignleft" style="width: 334px"><img class="size-full wp-image-285 " title="supergrill" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/03/supergrill.jpg?w=324&#038;h=239" alt="Grelhado, demasiadamente grelhado" width="324" height="239" /><p class="wp-caption-text">Grelhado, demasiadamente grelhado</p></div>
<p> Esta semana abri, pela primeira vez, o livro do Nietzche, incentivado pelas aventuras do post anterior. Já tinha enfrentado <em>Assim Falou Zaratrusta</em>, no passado, sem vitórias. Filosofia exige tempo e entrega, e a concorrência é desleal. Também não fui feliz dessa vez. Deixo esse trecho do meu bigode favorito como incentivo para novas tentativas.</p>
<p> </p>
<blockquote><p>Mil veredas há, que nunca foram andadas, mil saúdes e ilhas escondidas da vida. Inesgotados e inexplorados estão ainda o homem e a terra do homem.</p>
<p>Vigiai e escutai, ó solitários! Do futuro chegam ventos com misteriosas batidas de asa; e para ouvidos finos há boa notícia.</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/275/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=275&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">supergrill</media:title>
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		<title>Quando Nietzsche se vestiu de freira</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 01:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Irvin Yalom]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>

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		<description><![CDATA[Nietzsche estudava filosofia mas fazia umas disciplinas na comunicação. Uma ótima pessoa, o Fred. Era também ator. Interpretou o pensador alemão em uma peça, aproveitou a coincidência do primeiro nome e incorporou o personagem por vários semestres. Acalentou um bigode espetacular, que valorizou a freira despudorada de uma de suas montagens posteriores. Estou lendo Quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=267&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nietzsche estudava filosofia mas fazia umas disciplinas na comunicação. Uma ótima pessoa, o Fred. Era também ator. Interpretou o pensador alemão em uma peça, aproveitou a coincidência do primeiro nome e incorporou o personagem por vários semestres. Acalentou um bigode espetacular, que valorizou a freira despudorada de uma de suas montagens posteriores. <img class="alignleft size-full wp-image-272" title="nietzsche" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/02/nietzsche.jpg?w=295&#038;h=300" alt="nietzsche" width="295" height="300" />Estou lendo <em>Quando Nietzsche chorou</em> e fico de olho no bigode. É tipo um elemento narrativo usado pelo autor para marcar momentos &#8220;dramáticos&#8221; da trama. A coisa pega quando o bigode de Nietzsche aparece. É um recurso divertido, mas pobre.  O livro tem um verniz nobre, com seus personagens históricos cruzando Viena em fiacres e discutindo o sentido da vida. Mas debaixo do verniz é quase uma obra de auto ajuda: diálogos didáticos, mensagem edificante, encadeamento simplório. Como diria o célebre filósofo contemporâneo Besserman Vianna, o Bussunda, o livro autoajudou o autor a ficar mais rico. Vide a série de títulos lançados na sequência pelo mesmo Irvin Yalom. Espero não encontrar nenhuma iluminação no final. Queria encontrar mesmo era o velho Fred, que, pelo que soube, largou a filosofia, mas não o bigode, e foi viver em Trancoso. </p>
<p>O eterno retorno do bigode</p>
<blockquote><p>- Sim, o eterno retorno significa que, cada vez que você escolhe uma ação, deve estar disposto a escolhê-la por toda a eternidade. O mesmo se dá com cada ação não realizada, cada pensamento natimorto. Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você, invivida por toda a eternidade. Breuer se sentiu zonzo; era difícil escutar. Tentou se concentrar no imenso bigode de Nietzsche subindo e descendo a cada palavra. Como a boca e os lábios de Nietzsche estavam inteiramente encobertos, Breuer não conseguiu antever as palavras por vir.</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=267&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Otário</title>
		<link>http://naestante.wordpress.com/2009/02/14/otario/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 03:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Jangada de Pedra]]></category>
		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Paguei R$ 25 para encadernar meu Jangada de Pedra, na Leitura um novo sai por R$ 21,50. Otário. Mas é isso mesmo, não queria um novo, queria minha sebenta e desfolhada edição ressuscitada em capa dura, com a garantia de outras décadas de uso. E mais, só nessa rara edição tem um asterisco no alto da página 258 e, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=258&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Paguei R$ 25 para encadernar meu Jangada de Pedra, na Leitura um novo sai por R$ 21,50. Otário. Mas é isso mesmo, não queria um novo, queria minha sebenta e desfolhada edição ressuscitada em capa dura, com a garantia de outras décadas de uso. E mais, só nessa rara edição tem um asterisco no alto da página 258 e, no meio, sublinhada, em flagrante gesto adolescente, um trecho da minha predileção.</p>
<blockquote><p>E como este céu daqui amanheceu livre e descoberto, e o sol surgiu sem impedimento de nuvens, e assim se conservou, as filosofias nocturnas dissiparam-se, agora toda a atenção se concentra no bom andamento de Dois Cavalos sobre uma península, tanto faz que ela vogue como não vogue, mesmo que a rota da minha vida me leve a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.</p></blockquote>
<p>Quando li, a primeira vez, esperava um romance político, a União Européia era uma discussão fresca lá pelos idos do final da década de 1980, e fiquei encantado ao encontrar uma história de amor. Bem bonita. Tem toda a questão política e coisa e tal, que ótimo mesmo ler coisas inteligentes e politicamente instigantes, mas bacana é a história de Joana Carda e José Anaiço e Maria Guavaira e Joaquim Sasso on the road pela petulante península ibérica. Fui reler para escrever os nomes certinhos e achei outro trecho.</p>
<blockquote><p>Fui nova, e já mal me lembro do tempo em que o fui, e tendo dito inclinou-se para a lareira, para que o lume a mostrasse melhor, olhava Joaquim Sassa por cima da fogueira e era como se estivesse a dizer-lher, É assim que eu sou, repara bem em mim, vieste ter à minha porta agarrado a um fio que estava na minha mão, poderei, se quiser, puxar-te para a minha cama, e tu virás, tenho a certeza, mas bela nunca serei, a não ser que tu me transformes na mais formosa mulher, é obra que só homens são capazes de fazer.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-264" title="jangada" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/02/jangada.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Sobras de Uma Combinação, Amanda Duarte, Lisboa" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Sobras de Uma Combinação, Amanda Duarte, Lisboa</p></div>
<p> </p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/258/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=258&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tia Nastácia pôs ácido no bolinho da Alice</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 02:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias de Emília]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de trocar o espinafre por couve e ajudar Peter Pan e Pedrinho a vencer o marinheiro Popeye, Emília surta e assume a redação de sua biografia, inventando (?) uma viagem a Hollywood para estrelar um filme ao lado de Flor das Alturas, o anjo da asa quebrada que eles trouxeram da viagem ao céu. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=227&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de trocar o espinafre por couve e ajudar Peter Pan e Pedrinho a vencer o marinheiro Popeye, Emília surta e assume a redação de sua biografia, inventando (?) uma viagem a Hollywood para estrelar um filme ao lado de Flor das Alturas, o anjo da asa quebrada que eles trouxeram da viagem ao céu. Parei aqui, faltam umas poucas páginas e nem sei se os meninos vão gostar ou entender esse final biruta. Hollywood? De qualquer forma, <em>Memórias da Emília</em> é realmente ótimo. Mas confirma o complexo de inferioridade (ou mania de grandeza) do Monteiro Lobato, que torna a leitura às vezes cansativa. Eu estava gostando muito de Alice. A pedido do Rei da Inglaterra ela acompanha os meninos britânicos na visita ao anjo e, em seus primeiros momentos, não gosta do sítio. Achei ótimo e coerente com a personagem de Lewis Carroll. Por coincidência, as aventuras no país das maravilhas é o outro livro &#8220;em processo&#8221;. É o da Laura, enquanto o Memórias da Emília é o do João, e os dois são lidos alternadamente. Pois Alice é isso mesmo, uma menina desconfortável em terras distantes, se adaptando, mas não necessariamente gostando do que vê. Nada mais razoável que expressasse seu desapontamento com o pomar do Pica Pau Amarelo. Pois não é que bastam uns poucos parágrafos para ela, de repente, perceber que o sítio é na verdade o lugar mais maravilhoso do mundo. Ah, que mania do autor, todo mundo tem que achar o sítio espetacular.</p>
<p>Alice carolizada:</p>
<blockquote><p>&#8220;Alice estava torcendo o nariz a tudo e achando que aquele sítio não parecia digno de um anjinho. &#8220;Uma casa velha, estar árvores tortas por aqui, aquele leitão lá longe nos espiando, então isto lá é morada digna de um anjinho caído do céu?&#8221;</p></blockquote>
<p>Alice lobatizada:</p>
<blockquote><p>&#8220;Que coisa gostava&#8221;, murmurou Alice, &#8220;chupar laranja-lima ao lado de um anjinho do céu que conta as coisas de lá! Estou mudando de opinião, Emília. Estou achando que esse sítio de Dona Benta é ainda mais gostoso que o nosso Kensigton Gardens lá de Londres&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<div class="mceTemp" style="text-align:center;">
<div id="attachment_256" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-256" title="kensigton" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/01/kensigton2.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Kensigton Gardens ficou realmente arrasado" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Kensigton Gardens ficou realmente arrasado</p></div>
</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/227/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=227&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Monte Cristo ganha uma segunda chance</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 02:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alexandre Dumas]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[conde de monte cristo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da série de eventos que culminou com o ex-presidiário redimido me forçando a comprar um sebento exemplar, reli o Conde de Monte Cristo. Esperava compartilhar revelações surpreendentes, mas a verdade é que mal consegui acompanhar o enredo, quanto mais decifrar as leis do universo. O começo é arrebatador. &#8220;E agora, o que fará o injustiçado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=246&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois da <a href="http://naestante.wordpress.com/2008/10/03/faz-10-anos-que-eu-nao-sou-preso/" target="_blank">série de eventos</a> que culminou com o ex-presidiário redimido me forçando a comprar um sebento exemplar, reli o Conde de Monte Cristo. Esperava compartilhar revelações surpreendentes, mas a verdade é que mal consegui acompanhar o enredo, quanto mais decifrar as leis do universo. O começo é arrebatador. &#8220;E agora, o que fará o injustiçado Edmundo com um tesouro nas mãos e o coração sedento por vingança&#8221;, nos perguntamos, ao final do XI capítulo. Ele responde: &#8220;E agora, que já recompensei os bons, peço ao Deus vingador que me ceda o lugar para castigar os maus.&#8221; Muito bom, né? Só que aí fica impossível de acompanhar. Os personagens dos primeiros capítulos mudam de nome para escapar da Justiça, ganham títulos de nobreza, casam-se e as novas famílias fazem parte da trama, com filhos, sobrinhos e cunhados desempenhando papéis cruciais. Edmundo vira o conde, mas tem duas outras identidades secretas, além de asseclas, secretários e apêndices. Um inferno. Lá pelas tantas, já não entedia nada. Emburrei tanto que decidi nem escrever mais sobre o livro. Mas não é que essa semana li uma matéria sobre o lançamento de uma nova tradução, recuperando o original? Ficou com 1300 páginas, o meu não tem nem 300, é fácil imaginar o que foi perdido na tentativa canhestra de resumir o livro. &#8220;Corrigiu as contradições e ajustou passagens consideradas confusas&#8221;, diz a reportagem. E mais, li no Correio Braziliense, que chega lá na redação e achei que era tipo uma segunda ordem divina de leitura, pois quantos moradores de BH têm o hábito(ou a oportunidade) de lêr um jornal de Brasília? Matéria de Nahima Maciel com um pingue pongue esclarecedor do escritor e tradutor Rodrigo Lacerda. Entendi estar recebendo uma segunda chance para ler, iluminar e dividir. Vingança? Perdão? Dois momentos, não mais confiáveis:</p>
<p>Gostei muito (um fantasma envolvido pela noite&#8230;):</p>
<blockquote><p>&#8220;Perdoe-me, Edmundo&#8221;, exclamou Mercedes, caindo de joelhos. &#8220;Perdoe a uma pobre mulher que ainda o ama! Vingue-se, Edmundo! Mas vingue-se dos culpados! Vingue-se de Fernando. Vingue-se de mim. Mas não se vingue de meu filho! Seria para mim a maior das desgraças: ver o homem a quem amo matar o meu próprio filho!&#8221; Monte Cristo sentiu que fôra vencido. &#8220;Que espera de mim? Que seu filho não morra? Pois ele viverá. Quanto ao pobre Edmundo, não restará à mulher que o ama muito tempo para amá-lo. Edmundo é um fantasma que será envolvido pela noite.</p></blockquote>
<p>Não entendi lhufas e, a verdade, haja paciência:</p>
<blockquote><p>&#8220;Senhores&#8221;, disse ele, num tom de voz estranhamento firme na boca de um criado, &#8220;o Sr. Noirtier de Villefort deseja falar ao Sr. Franz de Quesnel, Barão d&#8217;Epinay&#8221;. Villefort estremeceu. &#8220;Impossível! O Sr. dÉpinay não pode deixar o salão neste momento&#8221;. &#8220;Neste caso&#8221;, concluiu Barrois, &#8220;o Sr. Noirtier faz prevenir que virá ao salão&#8221;. </p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/246/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=246&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Bad trip aos 11 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 00:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[José de Alencar]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[bad trip]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ler as obras completas de José de Alencar meus pais resolveram me por na terapia. Eu devia ter uns 11 anos. Hoje, quando falamos sobre o assunto, minha mãe elogia a clínica, meu pai faz cara de flashback e suspira. Não deve ter sido fácil. Leitura é vista como algo positivo e, logo, ler muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=172&subd=naestante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de ler as obras completas de José de Alencar meus pais resolveram me por na terapia. Eu devia ter uns 11 anos. Hoje, quando falamos sobre o assunto, minha mãe elogia a clínica, meu pai faz cara de flashback e suspira. Não deve ter sido fácil. Leitura é vista como algo positivo e, logo, ler muito é muito positivo. Ler compulsivamente seria tipo excelente. Não é. Não aprendi a jogar bola, tomei recuperação em matemática, engordei. Precisei usar óculos. Ler me tornou um menino esquisito e não tenho nenhuma saudade desses tempos. Fico feliz de ter recebido ajuda profissional, embora não entendesse muito bem, na época, qual seria o problema. Afinal, só ouvia elogios ao precioso hábito e a propaganda era inequívoca: ler é a maior viagem. No caso, uma bad trip aos 11 anos. Na terapia, em grupo, brincávamos, que é obviamente o que eu deveria estar fazendo, naquela idade, em vez de me aprofundar no romantismo nacionalista de José de Alencar (nunca mais reli, se minha memória funciona meu top three é: <em>As Minas de Prata</em>, <em>O Guarani</em> e o pervertido <em>A pata da Gazela</em>). Melhorei com o tempo e sessões três vezes por semana.</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_238" class="wp-caption alignleft" style="width: 89px"><img class="size-thumbnail wp-image-238" title="cupcake11" src="http://naestante.files.wordpress.com/2009/01/cupcake11.jpeg?w=79&#038;h=96" alt="Na estante faz um ano" width="79" height="96" /><p class="wp-caption-text">Na estante faz um ano</p></div>
<p>Há exato um ano comecei esse blog e, às vezes, fico com medo de estar inventando uma história, para mim mesmo, em que os livros são personagens heróicos. Tipo legitimando o discurso do lêr é espetacular, o mesmo discurso que impediu as pessoas à minha volta de reconhecer um menino doente quando toparam com um. Achei bom ter me lembrado disso. Mas, isso também me parece claro, não teria chegado até aqui se a literatura não me trouxesse mais do que leva.</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naestante.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naestante.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naestante.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naestante.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naestante.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naestante.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naestante.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naestante.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naestante.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naestante.wordpress.com/172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naestante.wordpress.com&blog=2457062&post=172&subd=naestante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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